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Um moço no meio do século
Deverias, Deverias – a ti repetes – Voltar aos dias de tua infância. Talvez aqueles Onde caíam os cachorros Buscando a morte E tua jovem tia solteira trazia os recém-nascidos Numa canastra de compras. Tua infância não volta da pronto à memória. Há etapas. Que não querem emprender o caminho do regresso Nelas estão teu cão envelhecido, Tua galinha de três anos E a sombrinha que a negra Elisa te deu Aos sete. Não há paisagens, apenas a vazia terra do adobe. Vagos são teus anos e também o crescimento do corpo Ou o nascimento destes desejos que te atacam. Deverias – a ti mesmo repetes – Voltar ao perfume de tua mestra. Mas, que importa isso agora? Tradução de Domingos Carvalho da Silva |